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Diário de Nova Avalon - Capítulo X

O silêncio nos dois lados durou uma Eternidade. Nada rompia aquele silêncio. Nem os sons dos pássaros ou dos ventos, nem mesmo a respiração de meus homens eu podia ouvir. Por alguns segundos o Mundo se calou. E então eu ouvi um galho seco se partindo, algum dos meus homens deve ter pisado nele. E aquele galho seco, foi como um estopim, um prenúncio de que o dia iria virar noite. E nem os melhores Bardos do Mundo poderiam imaginar tamanha poesia em uma Guerra.

As muralhas haviam se partido, caindo diante da força bélica de Bohzor. Foi como faca quente cortando manteiga. Fácil demais. Deveria ter melhorado nossas defesas externas, mas decisivamente aquele não era o melhor momento para pensar naquilo, pois as tropas de Bohzor avançavam. E era assustador, mais de dez mil homens contra no máximo três mil. Só que nós éramos os Furiosos e os Furiosos não sentiam medo.

A Formação do Exército de Bohzor era boa, mas não excelente e muito menos impenetrável. Após a queda de nossas muralhas a Cavalaria de Pesada do inimigo veio penetrando pelo meio de nossa Infantaria. Meus homens fizeram uma parede de escudo, mas nem mesmo a maior parede de escudos poderia medir forças contra uma carga de Cavalaria, fosse ela leve ou pesada.

Desta forma, comandei minha Cavalaria em direção a de Bohzor, enquanto a Cavalaria Leve cuidava de sua infantaria. E neste momento os pegamos desprevenido, flanqueamos seus cavaleiros e muitos morreram perante as espadas e lanças de meus homens e por um momento parecia que iríamos vencer, mas então percebi que o dia havia virado noite. Mas o Sol não havia se posto e ao olhar para cima eu pude ver, eram flechas. E naquele momento eu percebi que bendito seria aquele que pudesse olhar para o Céu limpo mais uma vez, pois ele estaria vivo. Em seguida beijei minha Espada e gritei, arrastaria milhares comigo para o Inferno.

Ao relembrar a Batalha eu posso ver aquilo que somente os olhos mais atentos podem perceber. Os escudos se encontrando, as paredes se empurrando, com tanta força que mal restava energia para se levantar as espadas. O Exército recuando e se reagrupando, para em seguida atacar. Homens caindo com lanças cravadas em seu peito e as flechas zumbindo sobre nossas cabeças e acertando o companheiro ao seu lado. Os cavalos sendo acertados e caindo, levando mais dois ou três com ele. Na Guerra somente a loucura do homem governa. E só nos restava aceitar ela.

Durante a loucura pela qual você é tomado, não há muito tempo para pensar. Somente atacar e se defender, com lampejos de lucidez você consegue perceber a morte e o desespero dos homens. O sangue escorrendo dos ferimentos que você nem percebe recebeu. A Fúria esmagadora que toma conta de sua alma guia sua espada contra o inimigo e livra da morte. Quanto maior sua fúria, mais poderoso você se torna na Guerra. E eu vi os Furiosos, estocando e defendendo. Panturrilhas tencionadas enquanto empurrava o inimigo. Eu vi maravilhado um de meus comandantes furar uma parede de escudo do inimigo e matar quatro ou cinco antes de ser abatido. Mas no fim, não havia esperança de vencer.

Chuvas e chuvas de flechas massacraram meus homens. Era o que restava a fazer, após Bohzor ver toda a sua Infantaria caída diante de nós. E quando restavam poucos homens, ele enviou sua Cavalaria para dar cabo dos sobreviventes. E foi o suficiente para dar um fim a Batalha.

Ao final da Guerra Bohzor foi embora se sentido vitorioso. E eu me lembro como se fosse hoje que enquanto via suas tropas se retirando eu ria. Eu ria como um louco no meio dos corpos. O sangue escorrendo de meus ferimentos e os feridos se reagrupando ao meu lado, com certeza achando que seu Rei estava enlouquecido. Foi então, que um de meus homens teve a coragem necessária para perguntar por que eu ria. E então eu apontei, com minha espada em punho, para o campo de corpos que estava a nossa frente e então ele e ou outros perceberam, que nós havíamos vencido. Durante a Batalha, cada Furioso matou um homem. Se de um lado três mil Furiosos atravessavam a ponte para o mundo do mortos do lado do inimigo a mesma quantidade os acompanhava. E lá a luta não seria desigual. E quando meus homens compreenderam isso, eles riram como Eu. Durante a Batalha havíamos nos tornados Deuses e mais, nós éramos os Furiosos.
Continua…


Por Raphaellcb

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7 Comentários para “ Diário de Guerra ”

Bidu

28 de junho de 2009 ás 15:07hs

muito bom msm

quero ver continuação…

Shadowxandre

28 de junho de 2009 ás 16:27hs

tirando o fato de voce repetir umas tres vezes a expressão “o dia virou noite” o texto tah ótimo
gostei muito =D

Froddo1990

29 de junho de 2009 ás 15:23hs

a cada capitulo a historia fica mais interessante ;D

mas uma pergunta, daonde saiu esse nome ‘Avalon’?
eu tava vendo o anime “Code Geass”, e em um momento chega a nave do Imperador que se chama Avalon :DD
veio de lá?

Yuan

29 de junho de 2009 ás 21:17hs

aew o miguel fala pro Raphaellcb sempre que ele terminar colokar um video que decerto com o episodio assim fica mais divertido :D aki tem um ke acho que da certo

http://www.youtube.com/watch?v=sCezb1ouN9w

Yuan

29 de junho de 2009 ás 21:51hs

pessoal nem entrem nakele primeiro lnk ke eu passeu entrem nesse e melhor ke akele

http://www.youtube.com/watch?v=Vv-77KE5Dx8

Raphael Lopes

30 de junho de 2009 ás 15:36hs

Olá Galera,
Fico feliz que estejam gostando da História. Como já disse anteriormente são seus comentários que me animam a continuar.

O Nome Avalon, ou melhor, “Nova Avalon” vem do meu fascínio pela a História de Rei Arthur e pelo Livro “As Brumas de Avalon”. Infelizmente, não conhece o anime “Code Geass”.

E quem posta a história é o Miguel, eu acho. Bom, sei que não sou eu. Hehehe.

É “O Dia virou Noite”. Devia ter revisado melhor, é que fiz na pressa, no trabalho.
:p

E Yuan, depois vou ver o vídeo. Mas me parece uma boa idéia. Na verdade a idéia de colocar fotos foi do Miguel. E também to gostando. Hehehe.

É isso, valeu pelos comentários e elogios.

Abraços!!!

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