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Diário de Nova Avalon - Capítulo XXI


Nova Avalon estava destroçada. Toda a sua armada. Todas as suas Tropas. Seu Exército agora jazia no Campo à frente do Castelo. Um enorme túmulo. E nenhum Mausoléu poderiam exprimir o que nós sentíamos e nem o que os Furiosos representavam para nós.

Havia poucos sobreviventes. Em sua maioria camponeses e trabalhadores das minas. E eu um Rei sem Exército e nesse Mundo um Rei sem Exército era um homem destinado ao fracasso e a morte, pois somente a força das lanças garantia nossa sobrevivência e supremacia.

Todavia, não havia tempo para chorar pelos mortos e honrar suas mortes, pois Bohzor voltou a investir contra Nova Avalon e qualquer habitantes de nosso Reino, fosse homem, mulher ou criança, era morto sem piedade ou clemência.

E assim, diante de tamanha calamidade só nos restava se esconder nas minas e florestas, pois só assim poderíamos poupar nossas vidas. Porém, diversas vezes fomos saqueados e encontrados. A força de Nova Avalon definhava com o tempo. Se nada fosse feito seriam apenas mais uma cidade fantasma.

E numa noite eles vieram, os Deuses. E a mim foi contada a história de um lugar. Um lugar escondido no âmago de uma Floresta. Um lugar que nos deixaria longe de nossos inimigos e que assim como Nova Avalon poderíamos chamar de Lar. Chamava-se “Casa da Floresta”.

Porém, meu povo não possuía forças para dominar um lugar tão longe e muito menos construir um Reino. E por isso, pela primeira vez procurei o Conselho Militar do Clã. E uma audiência foi marcada e iria conhecer aqueles que junto com os TSS dominavam esse Mundo. Eu iria descobrir se havia sido um erro ou não me unir a eles. O Destino de Nova Avalon estava nas mãos dos Outros, dos “The Others”.

A Reunião havia começado. Eu, o único Furioso remanescente e senhor de um Império destroçado fui ouvido. As figuras ali eram impressionantes e hoje, no momento em que escrevo essa história, muitas já não estão entre nós. E lhe confesso que essas lembranças machucam meu coração, mesmo calejado de tantas perdas, como a de minha querida Morgana. Morta pela peste que seguiu após a minha última derrota para Bohzor.

Naquela mesa havia Cugnier, um Rei Bárbaro e impiedoso, capaz de superar os inimigos mais fortes e levar temor, mesmo em combates em que estivesse numericamente mais fraco. A única lenda que superava seus feitos era sua ganância e desejo por Ouro. E fico imaginando quantos reinos ele havia destruído por tal motivo.

De Cugnier lembro de uma Batalha lendária na qual ele levou três nobres inimigos a uma morte impiedosa e de como os gritos dos mesmos foram ouvidos a quilômetros de distância. Três nobres protegidos por mais de 20 mil homens, mortos pelas mãos do próprio Rei.

Slayer, um Rei calmo. Excelente estrategista. Ele de todos entre nós era o mais frio e também um dos mais calculistas. Sempre quieto e taciturno. Às vezes, atrevo-me a dizer, até solitário. Porém, de total confiança de todos. Um Conselheiro, um dos melhores deve se dizer.

Havia também Nepomuceno, um dos Reis mais poderosos daquele Conselho, braço direito de Iron, o Líder do Clã. E sua voz quando ele não estava presente. Seu poder era incontestável e sem dúvida muitos inimigos tremiam ante a presença de seu poderoso exército. De fato, sua reputação o precedia.

E na Reunião também estava Chuq. Seu Império se estendia por fronteiras que eu nem mesmo conhecia. Um Rei calmo, inteligente e bondoso. Mas por trás de sua aparente calma e bondade, havia um Rei que através da força aliada com sua calma visão, fez seu Império crescer em poucos anos. Ele possuía uma força que crescia cada vez mais com o passar dos tempos. Ele via a Guerra como um imenso Xadrez e sabia mover suas peças.

Se eu pudesse fazer uma metáfora eu diria que Iron era a cabeça do Clã, Nepomuceno seu coração, Slayer e Cugnier seus braços e Chuq a coluna. Havia Keminem e Jagualuam, entre outros. Mas naquela época eram esses Reis que lideravam o Clã e traziam terror aos TSS. No final, eu percebi que éramos 15 Davis enfrentando 40 Golias. Nós éramos poucos e pequenos, mas éramos pequenos com Almas enormes.


Por Raphaellcb

Diário de Nova Avalon - Capítulo XX

Eu estava caído, vendo ofuscante o sangue escorrendo pela terra, manchando o solo com os homens da minha Cavalaria. Mas eu não estava morto, mas havia recebido uma flechada na perna e outra no ombro e não conseguia me mover, a dor era indescritível.

Foi assim, que alguns homens me pegaram e me colocaram em um Cavalo junto com um Batedor que correu com em direção a Nova Avalon e eu pude ver os últimos momentos da batalha.

Vi a Cavalaria de Bohzor atravessar meus Besteiros como se fossem simples camponeses desarmados. E os quatros cavaleiros Teutões se juntando, tentando matar quantos inimigos suas espadas pudessem. Assistir os homens da Balístas tentarem se defender com a mão quando a mesma não era mais manobrável e as terem cortadas, numa tentativa vã de se defender, para logo depois perder a cabeça.

Eu vi o Inferno da Guerra diversas vezes. Mas nunca vi tamanha crueldade. Um Exército de dez mil homens esfarelado, aniquilado. Bohzor havia quebrado o Espírito de Nova Avalon, talvez para sempre, pois podíamos não ser uma cidade fantasma, mas a cada dia havíamos mais de nós e menos deles mortos.

No final havia 1.140 corpos dos homens do Bohzor caídos no campo de batalha e 3.710 dos meus homens. E contra fatos não existiam argumentos. Nova Avalon estava destruída, não havia mais homens para a defenderem. Ao final da Batalha os Furiosos haviam sido derrotados de forma inegável. E após isso eu apaguei e a escuridão se abateu sobre mim.

Continua…

Por Raphaellcb

Diário de Nova Avalon - Capítulo XIX


E isso foi o inicio do fim. Passamos sete dias ininterruptos saqueando ao Leste. E descobrimos que muitas das cidades invadidas haviam sido abandonadas. E aquilo assolou meu coração. Seria esse o fim de Nova Avalon também? E por um momento meus pensamentos viajaram para lá.

Comecei a me lembrar das crianças correndo pelos campos. Dos trabalhadores bebendo hidromel, após um dia exaustivo de trabalho. Dos Furiosos treinando suas técnicas de batalha e suas táticas no Monte Banddon, fora dos muros da cidade. E dos comerciantes entrando e saindo. O Comércio prosperava e os habitantes confiavam em mim. Um dia típico em Nova Avalon era cheio de vida e eu jurei que nenhuma Guerra iria tirar isso de nós.

Após sete dias saqueando cidades fantasma. Voltamos para Nova Avalon e então o terror nos assolou mais uma vez. Bohzor nos esperava com mais de 20.000 homens. E agora, meu exército cansado, despreparado e inferior numericamente não haveria como resistir. E naquele momento eu vi que, talvez, Nova Avalon poderia se torna uma cidade fantasma. E nos preparando para nossa última Batalha. Apesar de tudo, nos comportaríamos como Furiosos até o último pulsar de nossos corações.

Não houve muito tempo para se preparar para a Batalha que se seguiria. Meus homens exaustos olhavam incrédulos para a formidável formação do exército a nossa frente. Uma tropa de vinte mil homens em perfeita condição de combate, contra metade desse número e fadigados, após sete dias de viagens. Porém, não havia medo. Até mesmo porque não havia escapatória.

O gritou ecoou pelas nossas fileiras. – Parede de escudos – E a infantaria se pôs em formação. Lado a lado. 64 homens com escudos entrelaçados. Irmão de Guerra cada um defendendo seu companheiro à direita e atacando com a esquerda.

Nossa Cavalaria ao invés de se juntar à infantaria em um ataque pelo centro decidiu flanquear pela direita e esquerda. Apesar de não vencermos a batalha e a Infantaria do inimigo ser de um número superior a nossa, iríamos garantir que iríamos impedir que a Cavalaria Pesada de Bohzor massacrassem a nossa infantaria, ela seria parada por nós, dando tempo suficiente para que os Furiosos pudessem matar quantos inimigos os Deuses permitissem.

E logo que nos preparamos os Exércitos se encontraram. E a nossa Cavalaria Pesada e Leve confrontou e flanqueou a Cavalaria inimiga. 1054 contra 679. Paramos eles por um custo de 472 de nós e toda a Cavalaria Leve, mas deu tempo suficiente para que os homens da infantaria em conjunto com nossos Besteiros eliminassem a infantaria inimiga.

A Carnificina foi enorme. Mas Bohzor investiu novamente e o restante de nossa Cavalaria conseguiu arrastar metade de sua Cavalaria e infantaria para o inferno. Ao golpear os inimigos eu podia sentir o cheiro de hidromel em meus oponentes, pois só assim homens conseguiam ir até o final, pois na Guerra alguns homens se descobrem medíocres ou Deuses. O Hidromel os ajudavam a terem a coragem de lutar como Deuses.

E ato contínuo após a queda de nossa Cavalaria. As últimas linhas de combate entraram na luta e homens corajosos deram sua vida por Nova Avalon, por mim.

Continua…

Por Raphaellcb

Diário de Nova Avalon - Capítulo XVIII


Ao começar meus preparativos para a Guerra, de certa forma a primeira que eu iniciava, pois não possuía caráter paliativo e sim expansionista, em direção a Caos. Soube que houvera uma Reunião do Clã, onde dois grandes Reis, Slayer e Nepomuceno haviam se aliados para expandir seu Império e por motivos alheios ao meu conhecimento, em conjunto atacaram Caos II. Era a oportunidade perfeita.

Após os ataques de tais membros do Clã, meus Nobres poderiam facilmente convencer a população de que Nova Avalon poderia oferecer a proteção que Sávio não podia. A Sorte não poderia está mais a favor de Nova Avalon, mas o destino era inclemente. E nada saiu como planejado.

15.000 mil homens marcharam contra Caos II e não havia chance de resistência da cidade. Nossos Nobres viam logo atrás em cortejo, celebrando a conseqüente tomada da cidade, mas após passar os portões meu exército foi surpreendido por cerca de 5.000 homens de Sávio que não estavam dispostos a entregar a cidade tão facilmente.

E foi uma batalha feroz. Antes de vencer a resistência e eliminarmos o exército de Sávio. Meus nobres haviam caído diante do ataque. A Carnificina de mais de dez mil homens mortos em um dia normal, derrubou a moral de meu exército, que abandonou a cidade e voltou para Nova Avalon. Havíamos dado o segundo passo em direção ao abismo. E em seguida eu dei o terceiro.

Assim que eu soube da “derrota” de meu exército fiquei com a moral seriamente abalada. Eu não havia ido ao ataque a Caos II, pois ao que tudo indicava o Reino seria nosso, mas não foi o que aconteceu e isso me corroeu por dentro. 5.000 mil homens perdidos e três nobres mortos, isso não era algo fácil de se esquecer.

Após tais fatos, decidir levar minhas tropas aos confins do mundo e adquirir recursos suficientes para recuperar nossas perdas, repor o Exército e investir de uma vez por todas contra Sávio, pois afinal de contas, ele ainda encontrava-se fraco.

Desta forma, reuni meu exército. Deixei ordens para que todos os camponeses e civis em geral se esconderem nos labirintos das minas e na Floresta, até o meu retorno. E marchei com meu exército em direção ao fim do mundo. E o que eu não sabia é que assim que minhas tropas saíssem da cidade estaria decretando o fim de Nova Avalon.

Continua…

Por Raphaellcb

Diário de Nova Avalon - Capítulo XVII

O Terror tomou conta do campo de Batalha quando Bohzor levou abaixo nossas muralhas. O ataque deveria ser rápido e preciso. E ele foi. Antes que Bohzor percebesse a emboscada dois de seus Nobres foram abatidos. Enquanto meus Besteiros os acertavam os outros Guerreiros causavam a confusão necessária para que pudéssemos abater todos os seis.

Porém, não houve tempo. Assim, que os Nobres de Bohzor caíram no chão. Toda a força de 27.000 mil homens foi direcionada aos 700 homens. Não houve chance. Todavia, antes de cair eles mandaram dois nobres de Bohzor para o Inferno. E eu soube que eles morreram lutando, como Furiosos. Era o 5º Nobre de Bohzor que caia na mão de um exército numericamente inferior. Nós podíamos ser pequenos, mas nossa Tática e objetivos superavam essa limitação e Bohzor aprendia isso da pior maneira. E da Capital eu podia ouvir o grito dos Nobres enquanto eram arrastados para o Inferno, mais uma vez.

Entretanto, Bohzor voltou a atacar. E não houve mais voluntários para defender a província e esse foi meu erro. O primeiro de sucessivos erros que levaram Nova Avalon a desgraça. Erros imperdoáveis, Destino inclemente e inexorável. Um Reino de Consciência e Espírito despedaçados.

Após perder a província para Bohzor não houve como recuperar a mesma. Bohzor incendiou a cidade. O Exército dele matou as mulheres e as crianças e fizeram dos homens seus escravos para trabalharem em suas minas. Eu podia ver, de Nova Avalon, ao longe a fumaça subindo em direção ao Céu.

Seguindo minhas ordens o Conselho de Guerra enviou batedores para saber da real situação e soubemos que havia um destacamento do tamanho do Exército de Nova Avalon defendendo a cidade. Mais de 10.000 homens defendendo uma cidade fantasma e que de certa forma não valia nada para nenhum dos dois lados. Eu não iria entrar em uma Guerra que destruísse Nova Avalon. E nem essa provocação de Bohzor me faria mudar de idéia.

Ao fim percebemos que a intenção de Bohzor não era atacar Nova Avalon, mas sim impedir a sua expansão para o Leste. Porém, ao Oeste ele nada podia fazer. Caos II seria nosso próximo alvo. E foi a seguida decisão errada, do total de três. Era o inicio do Xeque-mate, o problema é que eu era o Rei.

Continua…

Por Raphaellcb

Diário de Nova Avalon - Capítulo XVI


Nova Avalon estava trilhando um caminho glorioso, mas enquanto eu me preocupava com os inimigos externos, esqueci dos internos. E alguns nobres estavam insatisfeitos com o rumo que eu dava ao Reino. E reclamavam que a maior parte de nossos recursos estavam indo para a formação e o soldo dos soldados. Ao meu ver eles haviam esquecido o passado.

Todavia, a fim de evitar um tumulto interno passei a investir novamente na cidade e apliquei recursos colossais no avanço de nossa Academia. No passado ela já havia se mostrado útil.

Entretanto, enquanto nossos olhos se voltavam para Caos II e Caos III, fomos surpreendidos por um ataque de Bohzor, mais de 20 mil homens marchavam, mas não contra Nova Avalon, mas sim contra Nova Avalon II. Sem dúvida, a expansão de meu Reino o havia incomodado.

Porém, havíamos adotado em Nova Avalon II as mesmas táticas de Guerra de nossa Capital e assim os ataques de Bohzor restaram infrutíferos. E a cada dia que passava seu exército voltava, mas sem nada conquistar.

E após semanas sendo aliciados por Bohzor eu iniciei mais uma vez um plano ousado. Nós iríamos a Guerra em defesa de nossa Província, mas não seria uma Guerra convencional, a Guerrilha a partir daquele dia faria parte de nossas defesas e do Mundo Khan.

O Conselho de Guerra debatia. Centenas iriam morrer. Seria uma batalha perdida. Uma missão suicida. Essas eram as frases mais ditas e ouvidas no Conselho. E eu prestava atenção em todos os argumentos. De certa forma, não havia certeza da vitória. Se bem que vitória e derrota haviam se tornados conceitos relativos em relação ao nosso plano.

O nosso plano consistia em mais uma vez abalar a moral de Bohzor, afinal era a única forma de agredir nosso inimigo de tantos anos, pois era certo que um enfrentamento homem a homem levaria a derrota de nosso exército, tendo em vista que o de Bohzor era mais que o dobro, chegando a ser quase que três vezes maior do que o de Nova Avalon.

Após as intermináveis discussões do Conselho chegamos a conclusão de que só iríamos defender a província se houvessem voluntários, pois não poderíamos garantir de que conseguiríamos defender a província e nossa Capital ao mesmo tempo.

Todavia, para meu espanto toda uma divisão se apresentou como voluntários. 600 Besteiros e a esses valentes, se juntou mais 100 homens, divididos entre Arqueiros, Guerreiro e Lanceiros. Esses homens iriam emboscar Bohzor. 700 contra 27.000. Seria uma Batalha digna dos Furiosos.
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Por Raphaellcb

Diário de Nova Avalon - Capítulo XV

Aos poucos a situação ao nosso redor foi se alterando. Era agora Caos que sofria ataques constantes por nossa parte, não só Caos, mas todos os Reinos vizinhos sentiam a Fúria dos Furiosos. Passamos a atacar Reinos cada vez mais distantes, não havia mais fronteiras para meus homens. E periodicamente atacávamos Caos III, nos certificando de que aquele Reino, não avançaria contra nós.

Em pouco tempo aumentamos rapidamente o tamanho de nosso exército. Uma paz delicada e imposta por nós, através da Guerra, reinava em nossa esfera de influência. E isso levou ao nosso Reino ao seu apogeu. E não mais havia somente o Rei, seu Conselho de Guerra, camponeses e trabalhadores, mas uma nova Casta havia nascido em Nova Avalon. Era a Realeza, os Nobres. A sofisticação havia alcançado meu Reino.

Os negócios e a aliança com Slayer iam bem e decidimos Casar nossos filhos. E eu entreguei Guinivere a ele, com certa tristeza no coração, mas com a alegria de que ela seria feliz. E Slayer, mostrando respeito às tradições, decidiu por livre espontânea vontade pagar um dote adequado por ela. Cavalheirismo e Elegância existiam até mesmo entre homens da Guerra.

Após alguns tempos decidir estender nossas fronteiras e oferecer há alguns cidadãos de “Martinuzzo”, um Reino pequeno ao lado do meu a cidadania de Nova Avalon. Martinuzzo seria anexado a Nova Avalon e os dois Reinos seriam um só.

Obviamente, não havia altruísmo neste gesto, pois segundo meus homens os recursos naquela localidade eram abundantes e ao invés de cobrar impostos, que muitas vezes eram sonegados ou pilhar a cidade, seria mais vantajoso lhes dar a cidadania e aumentar sua produção.

E devo confessar que tal decisão só pode ser tomada com a ajuda da Academia, que me deu Nobres capazes de administrar a Nova província. E assim, anexei Martinuzzo, rebatizando a mesma, temporariamente, com o nome de Nova Avalon II, em provocação ao meu inimigo mais próximos, Caos.

O Recado era claro. Logo haveria uma Nova Avalon III. E eu já havia escolhido a quem dar a cidadania. Não haveria necessidade de mudar o III do nome. Caos III era o nosso próximo Alvo.

Continua…

Por Raphaellcb

Diário de Nova Avalon - Capítulo XIV

Durante algum tempo tudo pareceu tranqüilo, como a calmaria que antecede a tempestade. Nosso Reino voltava a prosperar. Recebi alguns homens no meu Reino que se diziam estudioso e filósofos. E esses homens se tornaram meus Conselheiros. Eles me ensinaram e ao meu povo o valor da Educação e da Erudição e me convenceram a construir uma Academia. Uma “Casa do Saber” como eles disseram. Um local onde a Realeza local poderia aprender as artes da Guerra, da Filosofia e da persuasão. Eles podiam moldar corações e mentes.

Deste modo, envolvido por eles eu iniciei a construção da nossa Academia. Um investimento volumoso. O maior que eu já tinha feito e envolveu diversos trabalhadores. Porém, ele foi esculpido pelos melhores arquitetos de meu Reino e o resultado foi Grandioso e digno de tanto trabalho. Uma Colossal Academia moldada em Ouro e Mármore, além de Madeira. Uma “Casa do Saber”. Agora, só faltava descobrir se sua utilidade se equiparava a sua Beleza.

E após esse empreendimento grandioso e nossos trabalhadores trabalhando a todo vapor, além de meus exércitos coletarem impostos dos Reinos vizinhos. Fui surpreendido por um movimento ousado e ardiloso de Caos. Ao que tudo indicava Caos batia a nossa porta.

Surpresa foi a minha primeira reação. Não acreditava no que meus Batedores me contavam. Eles me diziam que um Reino próximo, outrora um Reino submisso a nós havia sido conquistado por Sávio e se subordinado a ele. Pior, Sávio havia prometido a eles cidadania, os equiparando aos mesmos que nasciam em sua Capital. Nascia ali Caos III, a menos de meio dia de viagem. Próximo demais. Ameaçador demais.

Reunir meu Conselho de Guerra, com o intuito de decidir o que fazer. Poderíamos atacar Sávio e tentar recuperar nosso antigo Reino, mas isso poderia iniciar uma Guerra que não queríamos, naquele momento. A indecisão tomou conta do Conselho. E enquanto eles discutiam, eu analisava.
Havia tempos que Caos estava quieto. E talvez tivesse tendo problemas em outros lugares, mas era claro que ele também estava expandindo seu Império. E sua expansão ameaçava diretamente Nova Avalon, se ficássemos parados isso poderia estimular o inimigo a avançar e ele se sentiria confiante a nos atacar cada vez mais. Apesar de resistir as suas investidas, uma hora ou outra poderíamos falhar e sermos pegos.

Então eu me levantei de minha cadeira, os olhos do Conselho se voltaram para mim. E eu mostrei no mapa o local que iríamos atacar. Não seria Caos III, o Reino que nos ameaçava e sim Caos II. Nós daríamos um recado a Sávio. Sua expansão não nos ameaçava. Ele é que devia temer a nós.

E fizemos sucessivos ataques aos seus Reinos anexados. Após atacar Caos II e ter visto que não oferecia resistência, passamos a atacar Caos III. O Ataque foi um sucesso. E assim, fizemos com que a ambição de Sávio diminuísse. O problema era saber por quanto tempo, pois não tínhamos como calcular o poder sua Capital.

Continua…

Por  Raphaellcb

Diário de Nova Avalon - Capítulo XIII

Ao voltar de viagem as coisas no meu Reino não haviam se tornado diferente. Apesar de Bohzor ter parado de nos aliciar, Sávio persistia em suas investidas, apesar de sua maioria serem infrutíferas. No fundo, meu povo já havia se acostumado a conviver com os Ataques de Caos, sempre furtivos e de madrugada. Porém, nós nos adaptamos e pouco ele retirava de nossos armazém. Na verdade, o lucro não valia a viagem, de aproximadamente um dia.

Desta forma, após me inteirar dos últimos acontecimentos de meu Reino, decidir convocar uma Reunião do Clã para divulgar minha decisão. E foi com um aperto maior do que poderia suportar que eu anunciei que iria abandonar o Clã e deixaria o Cargo de Líder para quem o quisesse.

A principio as discussões ficaram centralizadas na vaga de Líder, mas após eu ter passado a liderança para Abuelo, eles se voltaram para mim e me perguntaram por que iria abandona-los e confesso que meus olhos se encheram de lágrimas. Era como se uma parte de mim precisasse se extirpada para salvar o resto. E por alguns momentos pensei se realmente valeria a pena. Afinal, era o meu Clã. A Família que eu havia formado no começo de tudo, seria certo abandonar tudo?

Todavia, um verdadeiro Rei não deveria colocar as emoções acima da razão e então eu expliquei. Expliquei a situação na qual se encontrava meu Reino e que ou eu me unia aos “The Others” ou seria engolido pelos inimigos. E esses inimigos seriam ou os TSSamurai ou o próprio The Others. E era claro que contra a força não havia resistência.

E afinal, os inimigos de meus inimigos eram meus amigos. E de certa forma, não havia mais argumentos para serem discutidos, mas juro que naquele momento se fez um silêncio fúnebre com a minha saída. Eles sabiam que sem mim o Clã perdia metade de sua força. E foi com a chuva caindo sobre nossos Reinos que todos voltamos para Casa e era certo que ela refletia o coração de todos nós. O Clã Furiosos havia se partido e eram a missão de Abuelo conserta-lo. Agora eu era um “The Others” e nada poderia mudar isso.

Eu fui muito bem recebido pelo Clã The Others. E em razão de minha experiência eu recebi a patente de Sub-Oficial. E humildemente eu tinha que reconhecer que havia membros mais poderosos do que eu no Clã. E após me familiar com o Clã e seu sistema interno, eu conheci um 2º Tenente do Clã, chamado Slayer, Senhor do Reino de Asgard e uma grande amizade e aliança nasceu. E ele era Senhor de um Reino tão poderoso quanto o meu, ou mais.

Na verdade o Reino de Slayer se estendia por Asgard, Jotunheim e Nifheim. E era rico e próspero como Nova Avalon já havia sido. E um intenso comércio cresceu entre nossos Reinos. E devo dizer que nos dávamos muito bem e nossas preocupações e idéias em relação ao Mundo eram muito parecidas e quase idênticas.

E desse modo, com o apoio do Clã “The Others” e de Salyer, Nova Avalon começou a se recuperar. E devo dizer, que após a minha filiação ao Clã, Caos passou a ser mais cuidadoso nos seus ataques, de certo ele sabia que agora eu teria um apoio que ele sozinho não poderia suportar. E de vez em quando Bohzor ainda nos atacava, mas havíamos aprendido a lidar com seus ataques. Sem dúvidas, a Balança de Poder seria mexida novamente e dessa vez o Status Quo do Mundo Khan iria mudar.

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Por Raphaellcb

Diário de Nova Avalon Capítulo XII

Após tantas fatalidades e em razão do tempo conturbado que atravessávamos mandei mensageiros e exploradores pelo Mundo Khan, com o intuito de conhecer melhor o Mundo que nos rodeava. E foi assim que eu soube que os domínios dos TSSamurai se alastrava pelo Mundo e se não era o Tratado Militar mais Poderoso era um deles. Porém, como dizia um ditado de meu Reino, “Para Cada Veneno existe um antídoto”. E meus mensageiros me disseram que havia um outro Tratado Militar que se opunha ferrenhamente aos TSSamurai e eles se denominavam “The Others”. E assim, como os TSS, eles eram muito Poderosos.
Assim, que soube de tal noticia mandei meus melhores diplomatas fazerem contato com o Líder do “The Others”, J.A. IronMan. E após os primeiros contatos fui pessoalmente conversar com ele e foi com satisfação que me tornei membro dos “The Others”. Em suas estruturas básicas eles muito se pareciam com nosso Clã, “Furiosos”, mas internamente, no fundo eles eram muito mais organizados do eu poderia imaginar. E IronMan, era um líder muito honrado e poderoso, pelo que eu pude perceber. Sem dúvida, fazer parte deste Clã seria benéfico para ambos os lados, só faltava avisar aos Furiosos que seu Marechal de Guerra iria abandonar o Clã a própria sorte.

Continua

Por Raphaellcb

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